Mudança de estratégia.
Vladimir Putin quer luta global contra terrorismo após ataque no Mali
Grupo ligado à Al-Qaeda reivindica ataque que matou 21 pessoas.
Entre os mortos estão funcionários da companhia aérea russa Volga-Dnepr.
O presidente russo, Vladimir Putin, disse neste sábado (21) que é necessária a cooperação global para enfrentar o terrorismo, após o ataque de militantes islâmicos contra estrangeiros em um hotel de luxo no Mali, que matou 21 pessoas.
Entre os mortos estão seis funcionários da companhia aérea regional russa Volga-Dnepr, informou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia neste sábado.
O ataque de sexta-feira no hotel Radisson Blu, em Bamako, ocorreu uma semana após uma série de ataques em Paris reivindicados peloEstado Islâmico e que mataram 130 pessoas. Também na sexta-feira, a França estendeu o estado de emergência do país até fevereiro, enquanto a polícia segue com as operações e investigações, que já contam com mais de 250 detidos.
O derramamento de sangue no Mali, uma ex-colônia francesa, foi o mais recente sinal dos problemas enfrentados pelas tropas francesas e de forças da ONU que têm por objetivo restaurar a segurança em um Estado do oeste da África que luta por anos contra rebeldes e militantes em seu deserto.
O ataque no hotel Radisson Blu, reivindicado pelos grupos jihadistas Al Mourabitoun e Al Qaeda no Magrebe Islâmico, acabou quando forças de segurança do Mali invadiram o prédio e resgataram 170 pessoas, muitas delas estrangeiras.
De acordo com o presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita, dois militantes foram mortos na operação de comando.
O governo de Keita aumentou a segurança em pontos estratégicos em torno de Bamako, no início de um estado de emergência de 10 dias.
Em um telegrama de condolências ao presidente Keita, o presidente Putin diz que “uma cooperação internacional mais ampla é necessária" para enfrentar o terrorismo global, de acordo com um comunicado do Kremlin.
Na terça-feira, Putin prometeu caçar os rebeldes islâmicos responsáveis pela explosão de um avião russo enquanto sobrevoava o Egito em 31 de outubro, bem como intensificar os ataques aéreos contra os rebeldes na Síria, após o Kremlin concluir que foi uma bomba a responsável pela destruição do avião que matou 224 pessoas.
O presidente chinês, Xi Jinping, condenou o ataque no Mali, que matou três executivos chineses de uma ferroviária estatal, chamando-o de "cruel e selvagem".
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Comentário pessoal:
É bem estranho ver que agora todos se unem por uma única causa, aliás, talvez esse fosse o pano de fundo que os senhores do mundo estavam guardando e usando como trunfo na manga; os que são pró-Síria, que é alimentado por Putin, os que são contra o governo são financiados pelos Estados Unidos e daqui a pouco ninguém é de ninguém.Todos são contra alguns malucos que se explodem e matam um monte de gente por aí que não tem nada haver com a história.
Essa, na verdade, sempre foi a prerrogativa daqueles que viam o poder em suas mãos mas nunca deram as caras, até porque os mesmos poderosos vendem armas, material bélico para esses loucos.
Não há nada de novo neste cenário, afinal, se este já é um jogo de carta marcada, se pode haver uma previsão de como será o fim, mesmo que o jogo mude de direção; é porque os donos do jogo o mudaram, conforme à sua regra. Não adianta pensar que algo vai ser diferente neste tabuleiro.
Putin está demonstrando estar sensibilizado pelos russos mortos no avião que o Estado Islâmico derrubou no Sinai. Mas não era ele quem os defendia? Outra pergunta: Por que ele demorou de assumir que foi o EI quem foram os autores?
A estratégia agora mudou! Vamos matar esses terroristas! Doa a quem doer! Vamos matar quem nos mata! Pode dizer assim a cúpula mundial dos poderosos mas.... quantos eles já não mataram em nome da paz? Em nome das armas? Em nome do interesse próprio? Em nome de Allah? Em nome do dono jogo?
Em nome de quem quer que seja, eles matam!
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Por Nelson Pires
Profecen.
Deus te abençoe!
Fonte desta matéria: g1.com
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