Minha Culpa! Minha Culpa!

Naturalmente aquela pergunta surge quando alguma coisa que não deveria ter acontecido acontece, ou quando algo que deveria acontecer não acontece do modo como esperado: De quem é a culpa?

Antes de, imediatamente, assumirmos a responsabilidade e intervirmos para solução do problema, nos ocupamos em olhar as circunstâncias para identificar nela os seus agentes causadores.

Nossa busca recorrentemente é motivada por dois objetivos complementares, e em nenhum deles reside o simples interesse na solução; antes, interessa-nos a absolvição, pois quando absolvidos podemos cobrar, agora sim, daqueles que consideramos os legítimos donos do problema em questão que respondam e paguem pelos seus erros. E nesta lógica causal, nem Deus escapou dos nossos juízos.

Acontece que, na maioria das vezes, os problemas que nos cercam são resultado direto ou indireto de nós mesmos; das nossas ações ou das nossas omissões. Mas no caminho em busca da “solucionática" sempre achamos um culpado maior; o que impede que nossa investigação prossiga até que nos deparemos com nossa própria digital impressa na cena dos crimes e desacertos da humanidade.

Sim, porque nossos mecanismos de defesa emocional evitam que nossa metodologia de análise da crise tenha como premissa olhar primeiro a si antes de olhar o outro. Raramente começamos pela pergunta: onde errei? Parece mais fácil e lógico começar com: quem errou?

Somos filhos de Adão, e herdamos dele a vitimização capaz de transferir para Eva a imputação de sua culpa. E Eva, à semelhança de Adão, acusa a serpente. Sabiamente Deus interrompeu a conversa, antes que fosse nEle mesmo imputada a responsabilidade que cabia a ninguém mais que ao próprio homem.

Sendo assim, filhos de Adão, não olhemos para o céu questionando Deus a respeito dos males do mundo. Não olhemos para o lado, julgando as pessoas e suas atitudes reprováveis. Não olhemos pro escuro, perscrutando nas sombras entidades e demônios progenitores do mal. Olhemos a nós mesmos a admitamos a nossa própria culpa.

Reconheçamos que nossa condição natural é de um ser caído e depravado pelo pecado. Confessemos que em nossa humanidade não habita bem algum. Esclareçamos à nossa própria consciência que o mundo é mau porque nós somos maus.

Então, admitindo isso, nos rendamos, nos arrependamos, convertamo-nos, humilhemo-nos e nos submetamos ao único poder capaz de nos redimir do corpo que nos mantém presos a esta realidade de morte: o poder da cruz. Aquele poder de Graça e de Amor que venceu o pecado e a morte no Calvário, para que os filhos da ira se tornassem agora filhos de Deus.

Choremos diante de Deus as lágrimas sinceras de quem nada tem em que se gloriar, nada em que se justificar, nada em que possamos nos valer. Porque enquanto houver em nós uma só gota de qualquer presunção de bondade, qualquer sentimento de mérito, ou qualquer álibi existencial; enquanto houver uma resposta vitimizada de autocomiseração; e enquanto nos tornarmos advogados de nós mesmos por conta do nosso senso moral ou ético. Então não haverá para nós nenhuma esperança de que o mundo possa se tornar um lugar melhor, porque isso só ocorrerá, diz o Senhor: "Se o meu povo que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos. Então eu ouvirei dos céus, virei, e sararei a sua terra.”

Em Cristo e na sua justiça 
Rev Fabio Castro

Deus abençoe a todos! 
Equipe ProféCen.

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