Palestinos incendeiam templo sagrado para judeus
Túmulo de José fica em Nablus, na Cisjordânia
Dezenas de palestinos colocaram fogo nesta sexta-feira (16) no túmulo de José, um local considerado sagrado pelos judeus e localizado em Nablus, na Cisjordânia, anunciaram as autoridades locais. Os palestinos lançaram bombas incendiárias contra o local de peregrinação, provocando sérios danos. José é um dos 12 filhos de Jacó e foi vendido por seus irmãos e levado ao Egito, de onde seu corpo foi transladado segundo a tradição bíblica. O presidente palestino, Mahmoud Abbas, condenou o ataque e chamou-o de "irresponsável". "Estes atos ilegais são uma ofensa à nossa cultura, religião e moral", disse Abbas, anunciando a formação de uma comissão para investigar o caso. O fato também gerou cólera no governo israelense. O ministro Uri Ariel criticou o ataque, denunciando a "irona" dos palestinos em "profanarem e queimarem um lugar sagrado", ao mesmo tempo em que reclamam das mudanças nas políticas de acesso à Esplanada das Mesquitas. Para o ministro das Relações Exteriores de Israel, Dore Gold, o ataque "traz à tona as ações dos elementos islâmicos mais extremistas, do Afeganistão à Líbia". "O incêndio foi cometido só porque o local é de oração para os judeus. Isso demonstra o que aconteceria em Jerusalém se os locais sagrados ficassem nas mãos das lideranças palestinas", criticou. "Só Israel pode proteger os lugares santos", argumentou. O incêndio ocorre em meio à escalada da tensão entre palestinos e israelenses, após duas semanas de atentados na região, principalmente em Jerusalém. O grupo militante palestino Hamas convocou para hoje um dia de fúria contra Israel. Na manhã desta sexta-feira, um jovem israelense foi apunhalado por um palestino em Hebron, na Cisjordânia, de acordo com a Rádio Militar. O agressor teria sido detido em seguida pela polícia. Ao menos 32 palestinos e sete israelenses morreram nas últimas semanas em uma série de atos de violência. A tensão entre israelenses e palestinos recomeçou no início de outubro, quando dois judeus foram mortos na frente de seus filhos em um carro na Cisjordânia.
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